16 maio, 2008

A 3ª Mesa Redonda - "Democratização da Poesia e Banalização da Palavra?"

1 . Da esquerda para a direita - manuel a domingos, Porfírio Al Brandão, Maria Estela Guedes, Silvestre Raposo, Maria do Sameiro Barroso, Luís Serrano e Manuel Madeira [de pé, a ler a sua comunicação]

2 .Maria Estela Guedes e Silvestre Raposo.

3 .Maria Etela Guedes no uso da palavra.

4 .Maria do Sameiro Barroso

5 .manuel a domingos, Porfírio Al Brandão e Maria Estela Guedes
fotografias do jardineiro/filósofo [e muito mais] Augusto Mota
Quero descer
a cratera humana
a graça desconhecida
da criação oculta
pelas espadas
de um lírio
descerrar sobre os campos
como língua de luz
todo um corpo na substância
a sementeira na cabeça
nos intestinos um archote
talvez depois
a taça de lábios
que perpassa a razão
do peito apreendido.

Graça Magalhães

15 maio, 2008

3ª Mesa Redonda - "Democratização da Poesia ou banalização da Palavra?

1 .Luís Serrano no uso da palavra .Seguem.se.lhe Maria do Sameiro Barroso, Silvestre Raposo e Maria Estela Guedes.

2 .Luís Serrano
3 .Enquanto Silvestre Raposo faz um balanço dos trabalhos, manuel a domingos folheia um livro, Porfírio Al Brandão medita, Maria Estela Guedes observa e Maria do Sameiro Barroso aguarda.

4 .manuel a domingos disserta

5 .o veterano poeta Manuel Madeira no uso da palavra

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No último dia da Bienal, domingo, 27 de Abril, sob a batuta de Silvestre Raposo, moderador, os Poetas, Luís Serrano, manuel a domingos, Manuel Madeira, Maria Estela Guedes, Maria do Sameiro Barroso e Porfírio Al Brandão, tentaram responder ao repto que, previamente, lhes havia sido lançado por Lygia Fagundes Telles - "nos tempos dourados aprendi duas palavras que acabaram tendo tanta importância no meu ofício, a palavra liberdade e a palavra justiça".
fotografias do jardineiro/filósofo [e muito mais] Augusto Mota.

Nas Margens Da Poesia

uma abelha traz o sol anelado no dorso maduro
vozeia a pino no canteiro a corola de uma flor
uma flor de água comum aquela ali
abrem -se duas ou quatro pétalas
uma lua cheia da cor dos olhos
uma porta entreaberta
tudo é incompleto e leve
tudo é trazido e levado pelo sopro de um pássaro
esvoaçando espera
tudo num instante de insecto rebelde
anelado e perpétuo na terra


José Ribeiro Marto
Há violinos interditos
Nos teus dedos
Segredos de amanhã
Amarrados
Aos jardins da pele
Na minha boca
Abrem-se pássaros
E há um cheiro de primavera
Uma súbita ternura no silêncio
que disseste.

Graça Magalhães

ao longe o mar


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ao longe
o mar


não há futuro maior


eco longínquo
que
bran
do

o perfil humano



fotopoema -maria azenha



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mais interior que um coração




rostos apagados das casas

que hão-de espalhar pétalas de rosas


no fim do mundo




Maria Costa
Fotografia - Michael Levy

14 maio, 2008

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dir-me-ás que não canto
tenho em mim a madrugada de todos os entardeceres
o rosto de um cântaro que o sol abandona em cruz


dir-me-ás que é de pedra a pele que se abriu aos homens
guardando a luz.

mariagomes
março.2008

Textos Transversais


de INFINITO SINGULAR

“Diferentemente dos deuses que sempre falaram ao homem, os textos não falam; acrescentam-se às coisas, tornam-se coisas. Engendram novos espaços para novas coisas. Ou melhor: eles falam, mas o que dizem logo se condensa, ou numa excessiva legibilidade de que só podemos suspeitar, ou numa ilegibilidade que nos obriga a um exercício de decifração que, não raramente, nos conduz a pouco mais do que à premonição de um silêncio que não é uma forma de ser, mas apenas uma espécie de mudez, de afasia.”

in Magalhães, Rui - «INFINITO SINGULAR: Sobre o não-literário»,
cap. Discurso e silêncio do texto, p. 78, ed. Textiverso, Leiria, 2006.
Textos Transversais de Augusto Mota.




O poema


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Verto no cálice


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Poemas: Gabriela Rocha Martins
in “Delete.me”

Imagens: Siegfried Zademack e Juni Mond
Fotomontagem: Maria Costa


ainda a apresentação da Antologia

1 .Em primeiro plano, Marta Vargas.

2 .António Simões, com a boa disposição que lhe é peculiar, dizendo um dos seus poemas.

3 .Maria Azenha

4 .Alguns dos responsáveis pela III Bienal - Em primeiro plano, o Vereador da Cultura, Dr. Rogério Pinto. A seu lado , gabriela rocha martins e a Chefe de Divisão ,Profª Rosário Pontes. Ao fundo, Luís Miguel Cabrita, um dos orientadores das visitas guiadas.

5 .O Vereador da Cultura, Dr. Rogério Pinto, no uso da palavra.
fotografias do jardineiro/filósofo [e muito mais] Augusto Mota.

13 maio, 2008

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é de águas o verso liquefeito
que me foge
nunca atinjo não domino
escorre ao ritmo das ausências
inocentes
das presenças de quem está sem o saber
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das voláteis escorreitas horas ténues escorre o verso que não chego a escrever.
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é de águas.
e ventos nas ramas verdes.
águas onde o barco poisa. e a montanha.
verde verde que te quero cavalinho.
e a cigana que também verso, sei.
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é de águas e da claridade ao norte
onde as asas atravessam a mensagem
branca. juncos. a da mãe. e da mãe.
verso limpo. não o atinjo. mas sei.
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é de águas e figuras soberanas
pela voz bela mulher dolorosa
onde também o mar era o horizonte
verso sábio. não o alcanço. mas sei.
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é de águas o continuado poema
de quem traz a luz do sul para a cidade
enigmática mestria incessante
mestria do verso liso. leio e sei.
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é de águas rochosas, agrestes palavras
montanhosas. narração do mundo cru.
homem hirto, atento poeta aflito
verso
que não cobiço nem invento. mas sei.
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é de águas em nomes multiplicadas
em perfis em poetas em personas.
mago. magistral o escrevente da pátria
portuguesa água que escuto. que sei.
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é de águas e da ousadíssima fala
erotismo da brava fêmea divina.
versos que hoje se calam nunca esqueci.
pitonisa da palavra. bem o sei.
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é de águas e da lusíada traça
o imponente verso a perdurar no tempo
grande arguente escriba de identidades
do poema a que não chego. mas sei bem.
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maria toscano
coimbra, Jardim da Manga, 5 Set /2007
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(também no sulmoura)

Dentro de momentos toda a verdade

Poema de manuel a domingos, in Antologia da III Bienal de Poesia de Silves//"Nas Margens da Poesia"
Fotografia, manipulação cromática e composição de Augusto Mota.

Bioteologia

Bioteologia


Favorecendo o cruzamento de um rato de altar com uma ratazana de igreja, Saint Sulpice criou o rato da arte, extremamente hábil a descobrir as obras-primas e o primeiro a vulgarizar a arte dos ícones ou Pop Arte.


Biothéologie



En favorisant le croisement d'une souris d'autel avec un rat d'église, saint Sulpice créa le rat d'art, fort habile à dénicher les chefs d'œuvre pie et le premier à vulgariser l'art des icônes ou Pope Art.

Jacques Prévert, Imaginaires, 1970

postado por Porfírio Al Brandão em Le passager du transatlantique [clique]



Sucedem-se as apresentações de livros

A Livraria Barata e a Sextante Editora têm o prazer de vos convidar para o lançamento do romance Bomarzo, de Manuel Mujica Lainez. A apresentação da obra será feita por António Mega Ferreira e contará com a participação de S. E. Jorge Faurie, Embaixador da Argentina em Portugal, do tradutor Pedro Tamen e do actor Diogo Dória.
Esta sessão realizar-se-á no dia 20 de Maio, pelas 18h30, na Livraria Barata.