24 maio, 2008

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para mim, marinheiro, a água é doce e o amor
um abismo volante.

eu confio-te a eternidade
das águas
as parábolas onde se prendem os lírios.


mariagomes
5dez.2006

23 maio, 2008

É desta!

Estreia a nova peça do Projéc~, desta vez numa produção do TMG para a Câmara Municipal da Guarda e o Centro de Estudos Ibéricos. O quinto trabalho da estrutura de produção teatral do TMG intitula-se Eu queria encontrar aqui ainda a terra, e tem por base os textos de manuel a. domingos e António Godinho sobre os universos de Vergílio Ferreira e Eduardo Lourenço. A peça, para maiores de 12 anos e com encenação, dramaturgia, cenografia e figurinos de Luciano Amarelo, estreia a 28 de Maio no TMG, ficando em cena no Pequeno Auditório até dia 30 deste mês, com sessões às 21.30 horas.
Apareçam!

22 maio, 2008

ao Sul...


Deixo dois, dos muitos rostos lindos da Bienal: Marta Jacinto e Helia Coelho
Fotos de Silvestre Raposo

***



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e vamos entoando
o espaço das sílabas semeadas de lírios
em melodias suaves que se movem
intensas
soltas
no lugar onde os ulmos
fazem frondoso o vento
ao despontar do dia






Maria Costa
pintura – Jeanie Tomanek

Nas Margens Da Poesia

Canção

canto-te com duas sílabas
uma aberta outra muda
canto-te não deixando
que o canto se disperse
e difuso estreite a rua


canto-te ao sol da manhã
com alegria crescente
canto-te no teu voo
cantando o que de mim sou
cantando o que de mim sente

canto-te com a chuva
no silêncio desta tarde
canto-te na nua boca
onde o amor ao dia sabe

José Ribeiro Marto

A matriz do mundo

A fome e o sexo - Egon SchileÉ urgente o amor
Não posso adiar o amor para outro
século - não posso!
-António Ramos Rosa-
.
O amor ferve de uma ferida exangue
de foles de corpos frescos
de caminhos e sonhos dilatados
de vertigem de ser só sede
de espaços que se tornam pele
de palavras de gume branco,
o rumor azul.
.
Há amor carregado de sol e águas cegas
e há amores como lágrimas fulgurantes
como um eco de um princípio inacessível.
.
O amor vem de corações fragmentados
de um sabor para além de tudo
de uma disseminação de vozes
de bocas e fogo unido à terra
de uma força feroz nos pulmões
de torres de sílex negro,
animais insólitos.
.
Há amor aberto de imensas pedras cruas
e há amores entre a parede e o silêncio
como linhas paralelas de pequenos círculos.
.
O amor forma cúpulas diáfanas
de livros ilegíveis na sombra
de arcos sob grandes gargantas ocultas
de um corpo côncavo em luz
de um tempo concreto no respirar do verbo
de profunda ausência nas raízes,
a chama da terra.
.
O amor dilata-se e dilata-nos de veias ateadas
invoca e insufla a pele sagrada de sal aceso na água,
é serpente que morde a própria cauda diurna
dilacera palavras nuas por outras palavras desnudas,
.
mas, não se pode adiar mais o amor indivisível
que rasga o mundo feérico na dobra aberta dos dedos
íngremes no cintilante jade onde nasceu a magnólia.
.
Não se pode adiar mais o coração do amor inicial
que acende o tempo no lume venerável das pirâmides,
essa nudez de memória álgida que nos aflora a boca
que estremece de melancolia os corpos inóspitos de Deus.
João Rasteiro

Where is the Love? - Black Eyed Peas


João Rasteiro - (ao poemarte).

21 maio, 2008

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Recital Poético-Musical pelos Experiment'arte*

1 .Paulo Pires [ coros e acordeão ] e Nuno Martins [ guitarra electro-acústica ].

2 .Sónia Pereira [ declamação]

3 .Paulo Pires [coros e acordeão ]

4 .Paulo Pires e Ricardo Martins [ voz solo e piano ]

5 . Sónia Pereira




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E foi com o recital poético-musical "Palavras Interditas" que o grupo Experiment'arte** encerrou a III Bienal de Poesia de Silves.

Esperemos, agora, pela IV Bienal. Até lá!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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A reportagem fotográfica foi feita, integralmente, pelo jardineiro/filósofo [ e não só ] Augusto Mota.

20 maio, 2008

De açafate no braço

Excerto de um poema de Teresa Tudela in "Nas Margens da Poesia"
Fotografia e composição de Augusto Mota.

Homenagem a Urbano Tavares Rodrigues - O Poeta da Palavra Vida

1. Inês Tavares Rodrigues, em representação de seu avô, Urbano Tavares Rodrigues.

2. A mesa - Inês Tavares Rodrigues, à esquerda, Isabel Soares, a presidente da Câmara Municipal de Silves, ao centro, e, Domingos Lobo, à direita.

3. Isabel Soares, a presidente da Câmara, no uso da palavra.

4. Domingos Lobo falando sobre Urbano Tavares Rodrigues

5. Domingos Lobo

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Um dos momentos altos desta III Bienal de Poesia de Silves foi, sem dúvida, a homenagem ao poeta da palavra vida - Urbano Tavares Rodrigues - que, na impossibilidade de estar presente, se fez representar pela sua neta, Inês Tavares Rodrigues.
Coube, a Domingos Lobo, no último dia, 27 de Abril, falar-nos sobre a vida e a obra de um dos expoentes máximos da Literatura Portuguesa contemporânea.
A Presidente da Câmara, Isabel Soares, tributou.o , ao dar, em nome da Autarquia, o nome de Urbano Tavares Rodrigues à Sala Polivalente da Biblioteca Municipal de Silves, onde decorreu a Bienal. Por fim, presenteou o homenageado com uma placa, em prata, sobre a cidade de Silves. Inês Tavares Rodrigues, ao recebê-la, emocionada, como Urbano Tavares Rodrigues ficaria, se estivesse presente, agradeceu, em nome do avô e de toda a família
Fotografias do jardineiro/filósofo [e não só ] Augusto Mota.

19 maio, 2008

saber o sal

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falta ainda dizer dessas escorrendo ao ritmo do poema
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sabiam a mel e frutos longínquos
a doces de avó
a cantigas de avó
aos contos a colo de avó
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jamais se saberá a quem serviram
o mel os frutos os doces e as cantigas
mas do colo
e sobretudo dos contos da avó
eu sou a que lhes sabe o destino.
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pura poesia emoção e segredo
das coisas inacreditáveis que
afinal
são simples
colo de contos e de mar.
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eu sou a que lhes sabe o sal.
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maria toscano
coimbra, 20 maio/2008
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....................louca mente


quero dormir a noite
acordar o dia
no silêncio de mim ou na confusão

de ti

quero olvidar o complexo
solto de um afago negado
sentido de repente na mão
que estendo ao encontro

de nós

quero ser água e vento
lamento quase ausente
presente no estar aqui em ti

sem mim

quero abrir o pranto à alegria
imensa de um encontro a sós

em nós pensados em sol
sustenido ou sentido no piano tocado

a sul
inventado a norte

quero ser a ausência presente
no sentimento vivido nas mãos
que percorrem os meus e os teus cabelos

revoltos

quero
inventar um canto de repente

não
quero dormir e acordar

so[mente]
se alguém disser o contrário

mente

gabriela rocha martins
fotografia de pascal renoux.

As Últimas Intervenções da 3ª Mesa

1 .Sob o olhar bem humorado de manuel a domingos, Porfírio Al Brandão, depois de apresentar a sua intervenção, pediu a colaboração de

1.1. Rita Grácio

1.2. Graça Magalhães

1.3. gabriela rocha martins.
Fotografias do jardineiro/filósofo [e muito mais] Augusto Mota.