queria que nascesses da lua a deslumbrar as janelas
dantes um poema ardia dentro de ti
como uma expressão cabendo descalça
alagava-me os lábios
queria também que nesta terça-feira dia 7 de Fevereiro
não houvesse sirena única que me dissesse
o mar bateu cem vezes em vezes por ti chamou
os pescadores foram à terra degolar a fome
porque na terra pai as alvas dilatam a memória
e agora a memória está outra vez a bater no mar
contra o silêncio das coisas obscuras.
mariagomes
Coimbra, 7 de Fevereiro de 2006
02 dezembro, 2008
01 dezembro, 2008
30 novembro, 2008
29 novembro, 2008
29 de Novembro de 2008
Aos meus queridos Amigos António Simões
Nota de Fernando Pessoa
...a si mesmo, no dia do seu aniversário
"Com a regularidade do costume, faço annos este anno no mesmo dia que no anno passado. Admiradores que somos d'essa regularidade, que com certeza teria prémio num collegio, não queremos deixar de o felicitar por ella e lhe desejar que muitas vezes continue no mesmo systema".
e Augusto Mota
fotografia de Augusto Mota
excerto de um poema de Alberto Caeiro
manipulação cromática de gabriela rocha martins
28 novembro, 2008
HOJE
Para o Augusto Mota, com um abraço de amizade.

foto de Augusto Mota, composição de fernanda s.m.
27 novembro, 2008
26 novembro, 2008
o que arde não perdura
.
deixa rasto marca pasto para que o ardor subtil
no rescaldo do regresso
deposite gotas de húmus ardente de comoção.
nesse lastro do ardido o húmus incandescido
faz-se criação sublime.
sendo o mover-se, move
move tudo o que não arde e
intacto
se perdura no esplendor seu ardente fulgor.
.
maria toscano.
o que arde não perdura. Poemas em Água Viva. (inédito).2006.
.
deixa rasto marca pasto para que o ardor subtil
no rescaldo do regresso
deposite gotas de húmus ardente de comoção.
nesse lastro do ardido o húmus incandescido
faz-se criação sublime.
sendo o mover-se, move
move tudo o que não arde e
intacto
se perdura no esplendor seu ardente fulgor.
.
maria toscano.
o que arde não perdura. Poemas em Água Viva. (inédito).2006.
.
FOTOPOEMA
Faz-me
Faz-me
bicho de seda
para que a distância
na tua pele
sendo recente
se aproxime lenta
como fogo esplêndido no peito
e assim transpareçam lábios de ouro
e eu possa tomar o sangue
como pão
onde parco e branco é o meu leito.
Graça Magalhães, Novembro 2008
bicho de seda
para que a distância
na tua pele
sendo recente
se aproxime lenta
como fogo esplêndido no peito
e assim transpareçam lábios de ouro
e eu possa tomar o sangue
como pão
onde parco e branco é o meu leito.
Graça Magalhães, Novembro 2008
24 novembro, 2008
ESTRELA-DA-MADRUGADA
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