04 dezembro, 2008

3ª série . photoetrys temáticos//desconstruções



fotografias e ilustrações de vários autores,
desconstruções escritas e manipulações de gabriela rocha martins.
veja aqui as construções.

03 dezembro, 2008

AS UVAS DE LABÉRIA GALA


Foi hoje apresentado, pelas 18 horas, na Biblioteca José Saramago, do Instituto Politécnico
de Leiria, o livro de poesia de Orlando Cardoso «as uvas de Labéria Gala», obra
distinguida com o 1º Prémio do Concurso de Literatura (Categoria
de Poesia), organizado por este Instituto em 2007.
*
Nota introdutória do autor - Nos princípios do século XVI ainda existia no frontispício da primitiva igreja de Santo Estevão, em Leiria, uma lápide romana que dizia: "Lúcio Sulpício Claudiano fez à sua custa o funeral, deu lugar para a sepultura, e levantou esta estátua que lhe foi concedida por decreto dos decuriões de Colipo, a Labéria Gala, filha de Lúcio, flamínica de Évora e da província da Lusitânia". (Tradução de Silva Araújo).
*
6
acendias o fogo sagrado ao amanhecer
e sagrava-te os dedos do gesto ritual
sereno e fluido como a luz do sul
lembravas-te então de évora a branca
cidade onde nasceras e mulher feita
trazias a saudade infinda da claridade
*
23
o sol despontava nos vinhedos de colipo
os cachos doirados e escuros despertos
como se um milagre fosse da criação
a bênção súbita nas suaves colinas
que abraçam o rio e as suas águas
frescas modulando a terra e as penhas
*
Edição do Instituto Politécnico de Leiria, Dezembro de 2008.
Fotografias, capa e contracapa de Augusto Mota.

02 dezembro, 2008

queria que nascesses da lua a deslumbrar as janelas
dantes um poema ardia dentro de ti
como uma expressão cabendo descalça
alagava-me os lábios
queria também que nesta terça-feira dia 7 de Fevereiro
não houvesse sirena única que me dissesse
o mar bateu cem vezes em vezes por ti chamou
os pescadores foram à terra degolar a fome
porque na terra pai as alvas dilatam a memória


e agora a memória está outra vez a bater no mar
contra o silêncio das coisas obscuras.


mariagomes
Coimbra, 7 de Fevereiro de 2006

ouve as árvores

ouve as árvores

01 dezembro, 2008

30 novembro, 2008

FOTOPOEMA


in «Portugalito», "Palimage Editores", Viseu 2002, p.93
*na foto: Nice, Novembro de 2008

29 novembro, 2008

29 de Novembro de 2008

Aos meus queridos Amigos


António Simões


Nota de Fernando Pessoa
...a si mesmo, no dia do seu aniversário




"Com a regularidade do costume, faço annos este anno no mesmo dia que no anno passado. Admiradores que somos d'essa regularidade, que com certeza teria prémio num collegio, não queremos deixar de o felicitar por ella e lhe desejar que muitas vezes continue no mesmo systema".





e Augusto Mota


fotografia de Augusto Mota
excerto de um poema de Alberto Caeiro
manipulação cromática de gabriela rocha martins


a cidade digital [ Lisboa, Novembro de 2006]

Lisboa/2006

28 novembro, 2008

HOJE

Para o Augusto Mota, com um abraço de amizade.



foto de Augusto Mota, composição de fernanda s.m.

TEXTO TRANSVERSAL

textos transverais 67

27 novembro, 2008

26 novembro, 2008

o que arde não perdura

.
deixa rasto marca pasto para que o ardor subtil
no rescaldo do regresso
deposite gotas de húmus ardente de comoção.


nesse lastro do ardido o húmus incandescido
faz-se criação sublime.
sendo o mover-se, move
move tudo o que não arde e
intacto
se perdura no esplendor seu ardente fulgor.
.
maria toscano.
o que arde não perdura. Poemas em Água Viva. (inédito).2006.
.

poesia visual . outono



-fotografias de don paulson.

FOTOPOEMA


in «Na memória dos pássaros», I parte, poema 14, "Palimage Editores", Viseu, 2006
na foto: mar tempestuoso na foz do rio Lis / Praia da Vieira de Leiria / Setembro, 2006