O Director do Museu Nacional de Arqueologia e a Editora Labirinto têm a honra de convidar V. Excia para a sessão de lançamento da obra "As Vindimas da Noite" de Maria do Sameiro Barroso, no próximo dia 11 de maio, pelas 17h30, na Sala Oca do Museu.A obra será apresentada pelo escritor e crítico literário Luís Filipe Pereira, autor do posfácio, culminando a sessão com a leitura de poemas pela actriz Isabel Wolmar.
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Nota de Imprensa
As Vindimas da Noite, a mais recente criação poética de Maria do Sameiro Barroso, que será lançada no dia 11 de Maio no Museu Nacional de Arqueologia com a chancela da Editora Labirinto, contando com apresentação de Luís Filipe Pereira (que fez o posfácio à obra), é um excelente livro de poesia que, eminentemente, fascina pelo seu sabor e pela sua magnífica poética, pelo seu maduro mosto e pela sua diagonal imagística semeada de socalcos nos recessos da noite que se faz manhã e se faz poesia nos raios e nas bagas de brisa percorrendo as musicais galerias dos versos. Trata-se de uma viagem poética pelos Meandros Translúcidos (título da autora, também com a chancela da Labirinto) da noite, como lugar mágico a que acede o corpo para que sobreviva o mistério, perdurando nas ânforas de estrofes abertas a variegados palimpsestos, da metamorfose do espaço e do tempo habituais. Trepanando a cartilagem dos poemas até à subterrânea arquitectura da claridade, frequentam As Vindimas da Noite os campos pludireccionais da memória. Esta é âncora e alavanca da voz polifónica de Maria do Sameiro Barroso, configurando, fundamente, a possibilidade da criação: o possível ébrio dos alquímicos instantes da obscura germinação dos primordiais vinhedos do mundo, em cuja sombra apetece pernoitar e cujas bagas - de brilho e de neblina, de sol semeado e de sol suspenso, de fogo e de cinza - apetece saborear no fluxo de uma leitura que transportará, no essencial, para um vislumbre de olorosas florações e de rumorosas figurações.